17 outubro 2003

cobres-me de sangue com palavras de água turva,
deixas-me inerte,
num coma consciente, como moribundo,
como morto devorado por abutres e chacais.
eu que era e que já não sou, ou que nunca fui,
hoje vencido, sempre derrotado,
pois a emoção não é um naipe de trunfos.

não é facil morrer, digo-te eu...