e as vozes ficaram mudas,
os olhos cegos de branco.
a dor é um fantasma que vive na nossa espinha
e que nos percorre o corpo...hoje e sempre,
porque os dias são sempre iguais na história do mundo.
e as lágrimas essas secaram,
pois a espera prolongou-se de braços abertos,
paralisados na espera. na espera de outro corpo, de outro toque.
e o passado faz sempre parte do presente,
por isso olharei sempre para ti com os olhos da história,
das muitas histórias que viveste desde então...
dos muitos beijos que deste, dos sorrisos que lançaste,
das seduções em que mergulhaste...
e o tempo veio para passar,
pois tudo passa, tudo vai e vem.
hoje apenas vivemos como estrelas mortas que brilham...
tu e eu, loucos insanos do sonho,
mudos na voz, cegos de luz,
aqui estamos, de costas com costas,
sentido o tempo findar-se em nós,
juntos e livres...
a liberdade de ficar faz parte de cada um.
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