a tua partida inevitável.
as estrelas são sempre estrelas, dizias tu. e eu sorria com o sorriso da noite a ouvir as palavras que aconchegam a alma.
às vezes os teus olhos falavam, outras eram as tua mãos que rimavam sonetos...todo o teu ser se despedia de ti e de mim...
depois ficou silêncio inevitável de quem se despede, ficou o espaço ao sonho e à saudade...um sabor a melancolia doce e profunda...
os homens não choram sem sorrir também...e é nesse sorriso que nos deixámos partir...tu porque partias rumo a estrelas novas, eu porque ficava a defender o espólio da nossa história.
ambos soubémos nessa noite que infelizmente não existiu, que ambos mudaremos na ausência e no tempo...que nos tornaremos outros actores...outros loucos a olhar o céu.
espero que voltes, mesmo tendo a certeza que não voltarás por mim nem por ti.
cá te espero para olhar as estrelas, as de sempre e as que nascerem entretanto.
se nos encontrarmos por aí, convido-te para uma noite de 12 cordas...até lá.
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